Conjutivite Alergica

O QUE É

A conjuntivite alérgica ou alergia ocular, é a inflamação da conjuntiva do olho (parte branca do olho), causada por fenômenos alérgicos, tais como hipersensibilidade a ácaros, polens, pelo de animais, entre outros. A intensa coceira que a conjuntivite alérgica produz causa riscos de doenças oculares de potencial risco à cegueira, como o ceratocone.

TIPOS DE ALERGIA OCULAR

 As conjuntivites alérgicas em crianças apresentam-se habitualmente de forma grave, principalmente as do tipo primaveril.
Há quatro formas de conjuntivite alérgica: Sazonal, geralmente associada à rinite ou asma; ceratoconjuntivite atópica (associada à dermatite atópica); conjuntivite primaveril (ou vernal); e conjuntivite papilar gigante (associada comumente ao uso de lentes de contato).
A cerato-conjuntivite vernal é um quadro mais grave de alergia ocular que ocorre geralmente em meninos, dos 5 aos 15 anos de idade, sendo mais acentuada nos meses de primavera e verão. Nestes casos, além de afetar a conjuntiva, ocorre também o acometimento da córnea, podendo prejudicar muito a visão do paciente, se não tratado adequadamente.

SINAIS E SINTOMAS

Prurido ocular, geralmente intenso (coceira)
 Olhos vermelhos
 Sensação de corpo estranho no olho
 Fotofobia (sensibilidade a luz)
Lacrimejamento, especialmente quando em contato com o sol

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é clinico, porém exames para se identificar os alérgenos envolvidos devem ser realizados. A combinação de um alergista e um médico oftalmologista torna-se necessária, especialmente nos casos mais graves.

TRATAMENTO

O tratamento da conjuntivite alérgica consiste em um adequado controle das medidas ambientais evitando-se os alérgenos, orientações quanto as cuidados com os olhos e tratamento farmacológico quando indicado. A imunoterapia alérgeno-específica tem uma indicação precisa na conjuntivite alérgica, sendo uma importante ferramenta no controle dos sintomas oculares.
É muito importante o adequado controle da conjuntivite alérgica, pois além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, diminui as comorbidades oculares que podem ocorrer com o não tratamento.